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Bloguei na rua Augusta a 120 por hora

Publicado em
3/6/2010

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Humor

Vai trabalhar, vagabundo!

©2008 Ernesto Dias Jr.


Dentre as muitas leis que tramitam saltitando de esconso em esconso escaninho do grande armário federal há uma que, certamente, virá à luz um dia, e que está sendo chamada de “a lei da palmada”.

Simply put (como diria Michelle Obama), o negócio é o seguinte: bater em criança é feio e o Estado vai punir. Até aí tudo bem. Acontece que na impossibilidade de se medir a força aplicada pela mão pátria às carnes do infante nalguma unidade apropriada como Kgf, Erg ou G, fica proibida toda e qualquer palmada, dita moderada ou imoderada. Mesmo que no equivocado intuito de educar.

As penas vão de uma reprimenda pela assistente social da esquina até internação em clínica psiquiátrica com direito a choque elétrico.

Não vou entrar no mérito da questão. Primeiro porque não tenho mais filho em idade de levar palmada. Segundo porque – sem saber exatamente a razão – não a usei em nenhum dos cinco. Ou quase. Dei um tapa na perna do Bruno uma vez que deixou a marca dos dedos por mais ou menos vinte e dois minutos – estimo algo assim como 0,625 Kgf. Não lembro por que, ele também não, mas o trauma foi extenso: mais tarde ele resolveria estudar cinema.

Mas voltando ao tema:

Resolvi ler o texto a perambular pelo Senado. Pretende-se incluir no estatuto do pentelho e do aborrecente algumas linhas a mais e, no próprio Código Civil, o seguinte parágrafo:

"Art. 1634 – Compete aos pais, quanto à pessoa dos filhos menores:

VII. Exigir, sem o uso de força física, moderada ou imoderada, que lhes prestem obediência, respeito e os serviços próprios de sua idade e condição."

Obediência e respeito são bons e eu gosto. Mas ainda vou perguntar à dona Deputada Maria do Rosário (PT-RS) que estória é essa de “serviços”. Quer dizer que é dever exigir dos pimpolhos que nos prestem serviços?

Impúberes do Brasil, erguei-vos. Estão querendo obrigar que os velhos, por força de lei, exijam de vocês a arrumação da cama, a lavagem da louça ou a retirada das pulgas do totó.

Há perigo na esquina.


Anne
em 3/6/2010

LMAO Ernesto!!!!!!!!!!!!!

Tão bom te ter de volta com teus textos/poemas escritos com humor, graça, seriedade e poesia, nunca esquecendo das entrelinhas :-)

Beijão
Anne



Ernesto Dias Jr.
em 3/6/2010

Anne, minha Lmã:
O recorde agora é seu. Um comentário exatos 16 segundos e 5 décimos (marcados pelo rastreados do blog) após sua publicação.
Beijão.




 




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