Publicado em
29/10/2009
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Jovens do século 21
©2008 Ernesto Dias Jr.
As imagens são bizarras: uma multidão berrando: puta! puta! Protegida pela polícia, uma moça vestindo uma simples minissaia percorre um corredor polonês de jovens ensandecidos que querem linchá-la. Ou estrupá-la, sabe-se lá.
A cena aconteceu num país islâmico? Não. Foi na semana passada em São Bernardo do Campo, dentro de uma universidade: a Uniban. As aulas foram suspensas enquanto a turba - centenas de "estudantes" - promovia a baderna.
As imagens estão aqui.
Essa geração precisa tirar o nariz do Tweeter e começar a viver de verdade. No meu tempo (exatamente quando a minissaia foi criada), a moça seria disputada a tapa. Com todo o respeito. Estamos criando malucos demais.
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| Suzana Garcia | Bruno Dias | Ava | Ju | Flavio Ferrari | Jorge Lemos | Jorge Lemos | Jorge Lemos | Maria | Anne | Christina Montenegro | Érica | Ava | luisa |
Publicado em
23/10/2009
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Oh, como sofre o militante! (2)
©2008 Ernesto Dias Jr.
Canto II
A obediência é uma virtude
"Vai malhando meu docinho
esse teu corpitcho
Que eu sigo procurando
mesmo que no lixo
Exemplar de O Capital
que colarei com cuspe
Depois passo e te levo
pra comer no CRUSP"
Já faz anos que entrei na minha faculdade
Mas um verso não consigo com facilidade
Que aqui onde eu estudo a tal filosofia
Só ensinam a fazer greve e muita apologia
Mas notícias vou te dar aqui desta São Paulo
Que da ONG e do partido quero ser arauto
E confesso já não sinto o meu velho tezão
Que sentia quando vinha uma nova eleição
O esplendor de nossos quadros desde que falamos
Já desmilinguiu-se um pouco (escândalos profanos)
Exceção ao Suplicy que quase nunca peca
Só circula no Senado a ostentar cueca
Berzoini uma promessa, lider inconteste
Presidente do partido fez coisa que preste
Ao gerir o ministério que ganhou no anzol
Pôs na fila a velharada e mandou tomar sol
A Martinha uma rainha que nos deu o CEU
O seu nome resolveu jogar ao beleléu
Pois depois de fazer túnel que nunca se quis
Largou tudo inundando e foi-se pra Paris
Tinha ainda o João Paulo de grande futuro
Um paulista arrematado de alto coturno
O seu nome era cotado, já não é mais não
Dado o tanto que mentiu no affair do mensalão
Ou seria Mercadante o nome preferido
Se não fosse o seu prestígio todo consumido
Ao fazer de uma promessa uma palavra oca
Com Sarney mandando o Lula lhe calar a boca
Só ficou então Palocci, a jóia da coroa
Que safar-se de um processo sabe numa boa
Mas já teme que o paulista em golpe traicoeiro
Se recorde o que ele fez ao tal pobre caseiro
E contudo minha amada, não desiste não
Que areia ainda tem neste meu caminhão
Já que esquece a burguesia que nosso partido
Tem o pulso e inteligência de um lider jodido
Pois a ver lá do Olimpo a terra devastada,
Vai sacando do colete, assim como se nada
Novo nome de respeito, quase sem sequela
E o enfia Lula abaixo por nossa goela
Cuida e seja obediente, em tudo te pavones
Anda defender no grito o tal de Ciro Gomes
Que depois de ser eleito, o estado ao Deus dará,
Nos arruma um empreguinho lá no Ceará.
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| Ernesto Dias Jr. | Anne | Ava | Jorge Lemos |
Publicado em
16/10/2009
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Poeminha desnatado
©2008 Ernesto Dias Jr.
Vaca não pensa
Dispensa
O leite pela teta
A bosta pelo campo
E hora vaga pasta
A exalar metano
Vaca não conjumina
Rumina
O queixo a balançar
O rabo a espantar
o ócio
De uma tarde de sol
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| António Tapadinhas | mirinhofernandes@hotmail.com | Anne | Flavio Ferrari | Ju | Ernesto Dias Jr. | Ernesto Dias Jr. | Ernesto Dias Jr. | Ernesto Dias Jr. | Ernesto Dias Jr. | Ernesto Dias Jr. | Anne |
Publicado em
15/10/2009
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Brancos e livres
©2008 Ernesto Dias Jr.
Faltos de poema
e dia sim, dia não
faltos de poesia
Brancos os versos
do poeta preguiçoso
que pensa ser Drummond
Livres das tônicas
e com frequencia
livres da beleza
Os versos livres
de um poeta analfabeto
que se imagina Bandeira
Mas eu não deixo e quero que não seja
nem branco e nem livre o meu poema
E se há discórdia eu digo a quem verseja
Que é negra a tinta e jamais livre o tema
E tanto prezo o jeito como digo
que ao meu falar importa como soa
Não posso ver sofrer desse castigo
meu metro e minha rima de Pessoa.
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| silnunes | Anne | Lu | Flavio Ferrari | Ju | Ernesto Dias Jr. |
Publicado em
13/10/2009
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A Grande Geringonça
©2008 Ernesto Dias Jr.
Cena 1
Faltam cinco páginas para o final.
O bandido, um certo Jacques Bouchet, decide matar os mocinhos:
-- Why are we keeping the hostages alive anyway? We’re gonna have to shoot them sooner or later. All them, except the professor’s daughter, I mean.
Você vira a página e a história continua, emocionante:
“The battery is low. Please recharge as soon as possible. Sorry for the inconvenience”.
Bom demais.
Cena 2
Finalmente a fórmula que estava procurando! Entusiasmado, você estica o braço a apanha um pedaço de papel e um lápis para exercitá-la. A manga da blusa enrosca na borda do livro e ele vai ao chão. Você o apanha. Todo o lado direito da página apagou-se – e com ela a metade da equação.
Cena 3
Manhã no Ibirapuera. Sento-me à sombra de uma árvore antecipando o prazer da leitura. Nem bem viro a primeira página quando o livro desaparece das minhas mãos. Passo o resto da manhã na delegacia fazendo o boletim de ocorrência sem o qual o seguro não me reembolsa o prejuízo. Se é que o farão. É o terceiro livro que um trombadinha me rouba este ano.
Cena 4
Largo meu jornal na espreguiçadeira e vou dar um mergulho na piscina. O jornaleiro garantiu que a tinta é à prova de respingos, então não me preocupo. Volto meia hora depois e o abro para ler a seção de esportes. Estão em branco. Aliás, todas as páginas estão em branco. Reclamo com o jornaleiro que me diz que o tal jornal não funciona acima de 35 graus Celsius.
Cena 5
Estou viajando e decido comprar um livro no destino. Meu livreiro habitual me garantiu que há uma filial na cidade, numa tal de Rua 3G. Chegando descubro que não existe nenhuma rua com esse nome por lá.
Cena 6
Compro um livro novo. Estou na metade quando escuto no rádio que o livreiro que me vendeu -- um sujeito de nome Bezos -- havia roubado os direitos autorais do livro e que eles seriam todos recolhidos. Ao chegar em casa descubro que os capangas do Senhor Bezos haviam estado lá na minha ausência e, sem ao menos me avisar (e sem um mandado) haviam vasculhado minha biblioteca e subtraído o tal livro. Apenas para livrar o rabo do chefe de um processo.
***
Esses são os argumentos mais comuns contra livros eletrônicos. Todos válidos. E eu sou um retrógrado que, por certo, jamais se adaptará aos tais e-books, certo?
Errado.
Não tenho nada contra e-books. Nem acho que livros de papel vão desaparecer: eles são mais práticos, seguros e simples de usar. Além de seu uso ser um paradigma difícil de quebrar. O mais provável é que de alguma forma convivam os dois no futuro.
Mas vou esperar mais um pouco antes de entrar na fila para comprar um Kindle.
Não por causa da tecnologia (antiquada), da falta de informação por parte do fabricante (o manual não informa o grau de estanqueidade, resistência a impactos e limites de umidade) nem do preço (salgado, embora não proibitivo).
Para mim o maior impedimento é a falta de um padrão para os arquivos. Um Kindle só funciona com arquivos da Amazon. E a Amazon não licenciou o seu formato para ninguém. E eu não pretendo virar um frequês cativo do Sr. Jeff Bezos. Nem de uma livraria que também vende porcas e parafusos.
Puro preconceito meu.
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23/9/2009
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Luz no fim do túnel?
©2008 Ernesto Dias Jr.
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22/8/2009
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Intermezzo
©2008 Ernesto Dias Jr.
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2/7/2009
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Piadas de salão
©2008 Ernesto Dias Jr.
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2/7/2009
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28/6/2009
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Caros amigos
©2008 Ernesto Dias Jr.
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Porque me ufano... (2)
©2008 Ernesto Dias Jr.
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24/6/2009
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Porque me ufano do meu país
©2008 Ernesto Dias Jr.
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24/6/2009
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Carta a Caetano Veloso
©2008 Ernesto Dias Jr.
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16/6/2009
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Tempos pós-modernos
©2008 Ernesto Dias Jr.
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10/6/2009
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Belinha e o blog
©2008 Ernesto Dias Jr.
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